Software Livre

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O que é software livre?

É software livre aquele que dá ao utilizador a liberdade de executar, distribuir, modificar e aprender como é feito este software. O software livre garante ao utilizador, por diferentes formas de licenciamento, o direito de:

  • Executar o programa para qualquer propósito;
  • Ver, apreender e modificar o software, afim de adequa-lo às necessidades do utilizador;
  • Redistribuir o software, dentro das condições do licenciamento, e utilizá-lo em quantos computadores o utilizador precisar.
  • Se as modificações feitas no software forem de utilidade para todos os utilizadores daquele software, estas modificações podem ser integradas no software padrão, passando a entidade que fez alteração a ser um agente activo no processo de construção do próprio software;
  • Cada utilizador é um real possuidor do código fonte que gera o software, sendo isto de propriedade intelectual pública.

O que garante a utilização do software livre?

A própria necessidade de utilização do software e a liberdade com que ele é feito. Uma vez que o utilizador tem opções de escolha entre diversos, em alguns casos, projectos de software livre para a mesma função, o que vai determinar a escolha sempre será a qualidade e a utilidade do software. Principalmente por que não é cobrado nenhum valor para se ter e experimentar o software. Não confundir com o shareware onde o utilizador tem um direito limitado, normalmente por determinado período, para usar e experimentar ficando sem licenciamento ao fim deste prazo. O software livre, ou freeware, é de natureza livre em qualquer condição de utilização.

Os contratos de licenciamento do software livre são reconhecidos como tal e são válidos em qualquer parte do mundo. Queiram seguir a seguinte ligação para saber mais: Free Software Foundation.

O que garante o funcionamento do software livre?

Mais uma vez a própria necessidade de utilização do software e a liberdade com que ele é feito. No gigantesco repositório de projectos de software livre Sourcefourge só se estabelecem os projectos que tenham justificativa real de existência. Como na lei da natureza onde só sobrevivem os melhores dotados.

Os projectos realmente importantes são apoiados, espontaneamente ou não, por pessoas do mundo todo. A esmagadora maioria de projectos viáveis tem uma tradução para o português de Portugal, bem como o falado no Brasil, porque pessoas daqui se envolvem no desenvolvimento do software voluntariamente. Sempre os projectos tentam ser altamente configuráveis para que qualquer um os possa modificar, tanto na língua a ser usada como nas suas funcionalidades. Um exemplo interessante disto é o projecto Moondle, para a construção de portais educativos de conteúdo disciplinar.

Quem garante a continuidade de um projecto de software livre?

Qualquer um dos interessados. Se o projecto for extinto, por que havia pouco interesse, ou se fundiu num projecto maior mas continuar a satisfazer o interesse de alguns utilizadores, este projecto pode continuar a existir, desde que todos os interessados tenham o código fonte do software, que é distribuído com o software, e programadores para dar continuidade ao projecto.

Quanto a qualidade do software livre?

A questão não se coloca nem tanto neste sentido mas sim da adequação deste. A qualidade tem diversos aspectos, tanto na aparência, embalagem, colorido, quanto na funcionalidade. Não espere de um software livre aparência mas sim adequação à funcionalidade proposta. Muitas vezes falta manuais em nossa língua. Faça-os então, junto com outros interessados, e distribua por sua comunidade e seja você também um agente activo entre todos os utilizadores deste software.

Os seus benefícios são indiscutíveis quando comparados aos adquiridos quando se espera que uma empresa privada faça tanto os programas quanto os manuais por você.

O software livre atende aos critérios exigidos pelas necessidades das instituições de ensino?

O software livre responde a todos estes critérios, em alguns casos até os determina, e, acima de tudo, os supera largamente. É surpreendente saber que em casos como o do Apache, o servidor web mais utilizado na Internet ou do Linux, são estes que ditam as regras a serem seguidas pela concorrência privada. Já começam a surgir padrões de facto definidos pelo movimento OpenSource.

Porém todos estes critérios têm que ser acompanhados pelo respectivo respeito a padrões definidos por organismos encarregues disso (IEEE, ISO, RFC, POSIX, etc). Só assim o software tem a garantia de ser livre, pelo facto de sempre funcionar dentro de plataformas que respeitem aos mesmos padrões. O que acontece muitas vezes no procedimento industrial de defesa de mercado, é que estes padrões não são respeitados pelos fabricantes afim de fidelizar o cliente pela impossibilidade de migrar para outros sistemas sob pena de perder o investimento feito.

O software livre, nomeadamente o Linux, é feito estritamente dentro dos padrões. É importante lembrar que a maior parte destes padrões foi feita pensando no sistema operativo UNIX, de onde o Linux descende, já há muitos anos. Os padrões, existem de direito e de facto. Alguns são, inexoravelmente, vitórias da qualidade, fiabilidade, facilidade ou economia proporcionada por padrões impostos por fabricantes muitas vezes pequenos. Porém outros são tentativas escandalosas de domínio de um segmento do mercado por falta de competição, má definição ou mesmo a inexistência de padrões bem definidos.

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